Na entrada no Núcleo de Dança
A música se estabeleceu como camada criativa de base, é ela que cria a ambiência para o trabalho corporal, e que desperta o nosso corpo para os movimentos ondulatórios ou de batida dos quadris. Por enquanto estamos usando uma flauta e escaleta (Diego) e os snudjs (dançarinas), além de vocalize.
Começamos a criar um roteiro para a encenação/dança. Definimos que o vocalize abre os trabalhos, e depois seguiremos com improvisos e formações em ATS e ITS.
As personagens começaram a aparecer. Eu sugeri que a temática do sertão seja o cenário para a montagem. Assim cada participante fica livre para trazer as referências que quiser.
Bianca definiu sua personagem como uma feiticeira curandeira e solitária, uma nômade.
Rose evocou um Orixá híbrido.
Shabbana trouxe como referência os punhais e pode se tornar uma cangaceira.
Eu que estava apegada à água, acabei me tornando um pássaro. Pensei em uma mulher que vive seis meses como humana e outros seis como pássaro.
A Nindie ainda está pensando no que será.
A proposta é que as personagens nos ajudem a estabelecer linhas cênicas de interação, mas isso ainda não está refletido na nossa linguagem corporal.
Conseguimos criar quatro cenas para a montagem, e no próximo encontro vamos afinar essa estrutura e colocar solos entre elas.
A primeira cena é com o vocalize, a segunda é um improviso com movimentos ondulatórios, música mais branda com uso de flauta. Eu apresentei um pequeno trecho do livro dos irmãos Villas Bôas para declamar. E por fim, fizemos uma formação em ITS com ritmo mais forte e cadenciado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário